
A palavra mosaico vem de musivum, que era a ornamentação
usada nos locais dedicados às musas. A inspiração
pela beleza desses seres míticos ligou para sempre o mosaico ao
belo, ao hamônico, ao bom gosto estético, tornando-o uma
das técnicas de decoração mais utilizadas na história
da humanidade. De pisos ou detalhes de mobiliários e ambientes
a igrejas inteiras, o mosaico há muito tempo está presente,
num sem-número de aplicações, técnicas e fases.
O período mais fascinante do mosaico se deu na arte bizantina,
cuja maior representação encontra-se na cidade de Ravena,
na Itália, caracterizado pelos tons azuis suaves, com figuras resplandescentes,
onde predomina também o ouro. Um excelente exemplo é do
mausoléu de Gala Placidia, onde os arcos e as
abóbadas são inteiramente revestidos de mosaico. Alguns
dos mosaicos mais famosos estão hoje sendo preservados em museus,
como o Mosaico de Alexandre e o "Cave canem"
(Cuidado com o cão) encontrados nas ruínas de Pompeia, na
Itália.
Os indígenas da América Latina também conheciam
a arte de fazer mosaicos, como os encontrados nos Templos de Mitla,
perto de Oaxaca, e os do Templo dos Guerreiros, em Chichén
Itzá, ambos no México. Aqui no Brasil, temos também
excelentes exemplos desta arte, como os do antigo prédio da Escola
Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e os da Igreja
de São Francisco, na Pampulha, em Belo Horizonte. As grutas
e fontes ornamentadas dedicadas às musas chamavam-se musea. Desde
o século I a.C., os romanos passaram a dar o nome de musivum ou
museum opus à decoração destes locais. Em sua passagem
para o latim medieval, o musivum tornou-se musaicum e, algum tempo depois,
mosaicum, fonte do italiano mosaico, usado até os dias de hoje.
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Mosaico do mausoléu de Gala Placidia

Mosaico de Alexandre

Cave canem
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